22/Apr/2026
O agronegócio sustentou o crescimento do fluxo de cargas nas fronteiras brasileiras no início de 2026, com destaque para o transporte rodoviário internacional entre países do Mercosul. O movimento impulsionou o desempenho dos portos secos administrados pela Multilog no primeiro trimestre, refletindo maior intensidade das trocas comerciais regionais. Entre janeiro e março, o volume de caminhões nas cinco unidades de fronteira da empresa totalizou 102.771 veículos, alta de 1% na comparação com igual período de 2025, mantendo a trajetória positiva observada ao longo do ano anterior.
O avanço foi puxado principalmente pelo comércio com Argentina, Paraguai e Uruguai, com maior dinamismo nas operações localizadas em Santana do Livramento (RS), Dionísio Cerqueira (SC) e Foz do Iguaçu (PR). Apesar da sazonalidade típica de menor movimentação no início do ano, foi observada aceleração ao longo de março, consolidando o resultado positivo do trimestre. Além das cargas do agronegócio, o desempenho foi influenciado pelo fluxo de insumos industriais, bens de consumo e componentes automotivos, com origem predominante na Argentina e no Paraguai.
Entre as unidades, Santana do Livramento registrou crescimento de 9,9% nas entradas, com 3.344 caminhões no período. Dionísio Cerqueira apresentou avanço de 6,2%, totalizando 6.545 veículos. Em Foz do Iguaçu, principal hub logístico do Mercosul e maior porto seco do País, o volume alcançou 50.656 caminhões, com elevação de 5,3% na comparação anual. Por outro lado, houve retração em duas unidades. Em Jaguarão (RS), o volume recuou 1%, para 8.115 entradas, enquanto Uruguaiana (RS) apresentou queda de 5,9%, com 34.111 movimentações no trimestre.
O desempenho positivo também está associado a investimentos em ampliação de capacidade e modernização tecnológica, aliados a incentivos fiscais estaduais, fatores que têm elevado a competitividade do transporte rodoviário. As melhorias operacionais contribuíram ainda para a redução do tempo médio de permanência dos caminhões destinados à exportação, que passou de 19,3 horas para 15,5 horas no período analisado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.