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20/Apr/2026

Fertilizantes: Mosaic reestrutura operação no Brasil

A norte-americana Mosaic está redesenhando sua indústria no Brasil. A ideia é priorizar margens e eficiência operacional, diz Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic no Brasil. Neste mês, a empresa anunciou a venda do Complexo de Araxá (MG), que deve reduzir a produção anual de fosfatados em 1 milhão de toneladas. Passará a atender o Brasil a partir de outras unidades daqui, do Peru e dos Estados Unidos. "É um ajuste pontual de portfólio. A mina de Araxá estava exaurida e a rentabilidade foi pressionada pelo salto no preço do enxofre", conta Monteiro. O executivo cita ainda estudos em nióbio e terras raras em Patrocínio (MG) para diversificar a fonte de receitas da mineração. "Nosso compromisso com o Brasil é inabalável", diz.

A Mosaic mira também produtos de alta performance, como a linha de bionutrição, da Mosaic BioScience. "Em cenário de custos proibitivos no campo, os bioinsumos aumentam a eficiência da planta para aproveitar o nutriente já presente no solo", explica Monteiro. Apostando nessa demanda, dois produtos serão lançados. O redesenho da Mosaic no Brasil decorre do aumento dos custos. O preço do enxofre, utilizado na produção do fosfato monoamônico (MAP), superou o valor de venda do produto. "Isso desafia a viabilidade econômica da indústria", diz Monteiro. A Mosaic também monitora as tensões no Oriente Médio, região que fornece até 30% das matérias-primas globais do setor. "Temos estoques de enxofre para os próximos 60 dias", revela o executivo. A fabricante estima ter 40% da carteira de vendas para a próxima safra contratada, ante 50% do ciclo passado. Fonte: Broadcast Agro.