20/Apr/2026
O governo federal poderá reavaliar as medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis, a depender da evolução do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre o mercado internacional de petróleo. A sinalização considera especialmente a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que poderia reduzir as pressões sobre os preços da energia. Nesse cenário, instrumentos como a desoneração de tributos sobre o diesel podem perder necessidade ao longo das próximas semanas.
Até o momento, o governo já implementou um conjunto de ações para mitigar os efeitos da alta do petróleo, incluindo subsídios ao diesel, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação, além de medidas voltadas à manutenção dos preços mínimos do frete rodoviário. Apesar de não haver novas iniciativas formalmente em estudo, o Executivo mantém a possibilidade de avançar com medidas adicionais, caso o cenário internacional continue pressionando os custos de combustíveis.
A estratégia considera a adoção de instrumentos compatíveis com o arcabouço fiscal vigente e com respaldo legislativo. O monitoramento da situação inclui interlocução contínua com organismos internacionais, em um contexto de elevada incerteza sobre a trajetória dos preços de energia e seus efeitos sobre inflação e atividade econômica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.