20/Apr/2026
Segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base em dados da plataforma Repom, o preço médio do frete rodoviário no Brasil atingiu R$ 7,99 por quilômetro rodado em março, com alta de 3,36% em relação a fevereiro, quando o valor médio era de R$ 7,73 por quilômetro rodado. O principal fator de pressão sobre os custos do transporte foi o aumento do diesel, influenciado pelo cenário global de abastecimento de petróleo ainda tensionado pelo conflito no Oriente Médio. Em março, o diesel S10 registrou alta de 13,60% em relação a fevereiro, enquanto o diesel comum (S500) avançou 12,34%, com preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente, elevando diretamente o custo operacional do transporte rodoviário. Além do impacto dos combustíveis, a demanda por transporte também foi sustentada pelo escoamento da safra agrícola, em um contexto de produção elevada.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra 2025/26 em 353,4 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao ciclo anterior, com potencial de novo recorde histórico. O indicador também refletiu mudanças regulatórias no setor. Em março, novas regras da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ampliaram a exigência do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações e reforçaram a aplicação de penalidades por descumprimento do piso mínimo do frete, contribuindo para maior fiscalização e influência sobre a formação de preços. O comportamento do frete é resultado da combinação entre fatores estruturais e conjunturais, com expectativa de manutenção da pressão altista no curto prazo, diante da persistência dos custos elevados de combustíveis e da dinâmica do escoamento agrícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.