16/Apr/2026
A demanda do agronegócio pelo transporte rodoviário de cargas impulsionou alta de 10% no valor médio do frete no primeiro trimestre de 2026. O segmento respondeu por 47,4% do volume nacional de fretes contratados no período, consolidando-se como principal vetor de sustentação das tarifas. O valor médio subiu de R$ 0,359 por tonelada por quilômetro rodado no primeiro trimestre de 2025 para R$ 0,395 no mesmo intervalo de 2026. No recorte mensal, o valor médio do frete avançou 5,01% em março frente a fevereiro, alcançando R$ 0,403 por tonelada por quilômetro rodado. Na comparação anual, a alta foi de 8,33%. O movimento reflete a combinação de maior demanda por transporte, elevação dos preços dos combustíveis e reajustes na tabela de fretes. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o volume contratado pelo agronegócio cresceu 59,8%, evidenciando forte retomada sazonal. Em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, houve recuo de 8,7%.
A indústria respondeu por 22,3% do total de fretes, com leve alta de 1,1% na comparação anual. A construção civil concentrou 7,5% do volume, com avanço de 4,4% frente ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 23,2% na comparação com igual período de 2025. Outros segmentos representaram 22,8% da demanda. A Região Centro-Oeste liderou o crescimento no primeiro trimestre, com expansão de 61,74% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 12,85% na comparação anual, impulsionado pelo escoamento do agronegócio. A região respondeu por 26,90% do volume nacional de fretes. O Sudeste concentrou 38,68% da demanda, com crescimento de 0,65% na comparação anual e de 5,96% frente ao trimestre anterior. O Sul participou com 20,64% do total, registrando alta de 17,89% em relação ao quarto trimestre, mas retração de 25,78% na comparação anual. O Nordeste respondeu por 11,11% do volume, enquanto o Norte teve participação de 2,67%, apesar da expansão de 92,47% frente ao período imediatamente anterior.
No ranking estadual, São Paulo liderou a demanda por fretes, com 20,05% do total, seguido por Minas Gerais, com 14,91%, e Mato Grosso, com 12,03%. Na comparação anual, Acre e Amapá apresentaram os maiores crescimentos relativos, de 108% e 98%, respectivamente, embora com participação conjunta inferior a 0,1% do volume total. Mato Grosso registrou avanço de 44%, combinando crescimento expressivo com relevância estrutural no escoamento da produção agrícola. Por tipo de veículo, os caminhões graneleiros tiveram aumento de 10,38% no valor do frete entre o primeiro trimestre de 2026 e igual período de 2025, com a tarifa passando de R$ 0,308 para R$ 0,340 por tonelada por quilômetro rodado, refletindo a demanda do agronegócio. Os maiores valores médios no trimestre foram observados nos segmentos baú, sider e grade baixa, com R$ 0,645, R$ 0,530 e R$ 0,502 por tonelada por quilômetro rodado, respectivamente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.