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15/Apr/2026

Tecnologia: solução de gestão da Syngenta Digital

A Syngenta Digital, braço de tecnologia da multinacional Syngenta, apresentou nesta terça-feira (14/04), em São Paulo, uma nova solução de gestão dentro da plataforma global Cropwise, ecossistema que integra monitoramento e gestão de fazendas. Trata-se do lançamento da ferramenta Operations no Brasil, módulo que já opera em outros mercados globais. A plataforma Cropwise monitora atualmente 76 milhões de hectares em mais de 30 países, sustentada por um investimento anual do grupo de US$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. O Head global da Syngenta Digital, André Piza, destacou que o cenário atual de conflitos e pressões inflacionárias acelera a necessidade de eficiência operacional. Segundo ele, o monitoramento por telemetria do Operations proporciona reduções financeiras diretas.

"Funciona como um mecanismo de defesa financeira para o produtor brasileiro em um cenário de alta volatilidade global", disse o executivo. Piza explicou que a visibilidade dos dados permite prever, por exemplo, a necessidade exata de diesel, eliminando desperdícios e perdas por furtos. "Os conflitos mundiais fazem uma pressão para chegarmos mais rápido ao objetivo de simplificar a tecnologia e remover a complexidade que ainda vemos como barreira", afirmou Piza. O executivo destacou que, embora o setor enfrente pressões de preços de commodities e custos logísticos, a digitalização é o caminho para reduzir o custo unitário de produção. "No digital, entendemos o cenário como oportunidade. Avaliamos a cadeia e desenvolvemos soluções para que o cliente produza melhor e com menos custo", disse Piza.

Sobre a adoção tecnológica em anos de orçamentos restritos, o Head de Serviços de Agricultura Digital da Syngenta, Bruno Muller, pontuou que o investimento em ferramentas digitais é significativamente menor do que o aporte em fertilizantes, sementes e defensivos. "Ao investir em ferramentas digitais, o produtor consegue cortar os excessos no restante do investimento, que é o peso real da lavoura", explicou Muller. Ele reconheceu que, em anos de margens apertadas, o produtor tende a ver a tecnologia como um custo extra, mas defendeu o uso de inteligência artificial para minimizar as despesas da safra. "A tecnologia só é investimento se trouxer retorno, caso contrário vira despesa. Por isso, nosso foco é propor soluções que tragam margem e ajudem o agricultor a enfrentar esse ano estressado", concluiu. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.