14/Apr/2026
O endurecimento da Tabela de Frete no Brasil elevou o custo do transporte de cargas entre 15% e 20% para diferentes setores industriais, refletindo a recomposição das margens do transporte rodoviário diante da alta do diesel. O movimento ocorre em um contexto de pressão global sobre os custos de energia, intensificado por tensões geopolíticas no Golfo Pérsico. O aumento dos custos logísticos se soma a reajustes esperados em contratos de fornecimento de gás, com estimativas de elevação próxima de 15%. Os contratos, com duração média de três meses, indicam repasse parcial das condições mais pressionadas do mercado energético para a indústria, ampliando o impacto sobre os custos operacionais. Além do transporte rodoviário, o frete marítimo também figura como ponto crítico, especialmente para setores dependentes de importações.
Na indústria siderúrgica, 100% do carvão utilizado na produção é importado, o que amplia a exposição às variações de custo e às restrições logísticas internacionais. Mesmo com eventual normalização do conflito no Golfo Pérsico, a recomposição das cadeias produtivas tende a ocorrer de forma gradual, diante de danos à infraestrutura energética e produtiva na região. Esse cenário prolonga a pressão sobre custos industriais, afetando a competitividade e a previsibilidade das operações no curto e médio prazo. O ambiente de custos mais elevados, tanto em energia quanto em logística, reforça a tendência de compressão de margens na indústria brasileira, com impactos potenciais sobre preços finais, produção e decisões de investimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.