10/Apr/2026
O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), em parceria com a GR Investimentos, apresentou estudo detalhando o impacto da inflação de combustíveis sobre a operação do setor e seus efeitos na economia brasileira. A gasolina de aviação (AVGAS), utilizada em aeronaves com motor a pistão, registrou alta de 67,3%, passando de R$ 8,36 para R$ 13,99 por litro, enquanto o querosene de aviação (QAV), empregado em aeronaves turboélice que representam cerca de 30% da frota, aumentou 51,6%, de R$ 5,58 para R$ 8,46 por litro. Em comparação, o etanol e o diesel apresentaram variações de 6,9% e 7,7%, respectivamente, sendo o etanol considerado alternativa mais estável e o diesel impactando a logística e abastecimento em campo.
As empresas do setor registram aumento operacional entre 14% e 40%, com média de 25%, tornando necessário repasse superior a 10% nos preços dos serviços para recompor parcialmente perdas. Essa pressão tende a se propagar por toda a cadeia produtiva, afetando a produção de alimentos, fibras e energia. A concentração geográfica da produção e frota evidencia a sensibilidade do sistema: 83% da produção agrícola e 87% das aeronaves estão em oito Estados, com destaque para São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais.
O setor atende ainda cadeias exportadoras estratégicas, com os dez principais produtos agropecuários respondendo por mais de 40% das exportações brasileiras em 2025. O Índice de Inflação da Aviação Agrícola (IAVAG) reflete a volatilidade recente. Após queda de 0,85% em fevereiro, a estimativa preliminar para março indica alta superior a 6,75%, impulsionada por aumento do óleo de aquecimento e valorização cambial. Diante do cenário, o Sindag mantém diálogo institucional com o Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Casa Civil, solicitando apoio e subvenção aos combustíveis para conter a escalada de custos no setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.