09/Apr/2026
Produtores de milho nos Estados Unidos demonstram preocupação com preço e disponibilidade de fertilizantes para a safra de 2027 em função da volatilidade global e das incertezas logísticas no Estreito de Ormuz. Reduções na produção de insumos em países como Catar, Índia e Bangladesh aumentam a pressão sobre a oferta e a demanda, com efeitos esperados por período prolongado. Para 2026, 80% dos produtores consultados indicaram que não devem alterar a área plantada, tendo adquirido os fertilizantes antes do fechamento do Estreito.
Entretanto, a restrição de importações e os riscos globais podem transformar a crise de custos de 2026 em um desafio de desabastecimento para a próxima safra. O risco concentra-se na janela de importação entre agosto e novembro de 2026, período em que os volumes são produzidos e carregados meses antes, tornando a logística crítica para a disponibilidade efetiva dos insumos. A acessibilidade dos fertilizantes atingiu patamares críticos. Para adquirir uma tonelada de ureia, são necessários 185 bushels de milho, acima de registros históricos recentes, mesmo com preços de varejo da ureia abaixo dos picos de 2022.
O milho é cotado atualmente a cerca de US$ 4,50 por bushel, ante mais de US$ 8 no período de referência. O suprimento de fosfatos também enfrenta gargalos, com 39% das importações provenientes da Arábia Saudita, dependentes do tráfego pelo Estreito de Ormuz, enquanto tarifas sobre o produto do Marrocos limitam alternativas para contornar interrupções na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.