08/Apr/2026
Segundo o ASA, os recursos de R$ 10 bilhões destinados por meio de crédito extraordinário para financiar subvenções ao diesel estão próximos do esgotamento, em um contexto de ampliação das medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis. A avaliação considera o impacto das ações recentes voltadas à mitigação dos efeitos da elevação dos preços do petróleo. O cenário fiscal exige cautela, uma vez que a neutralidade das medidas depende de premissas incertas, especialmente relacionadas ao comportamento da arrecadação e ao nível médio dos preços internacionais do petróleo.
Nesse contexto, a sustentabilidade das políticas adotadas permanece condicionada a variáveis ainda indefinidas. Além do custo direto das subvenções, o conjunto de medidas inclui desonerações tributárias e mecanismos de financiamento com subsídios implícitos, caracterizados por taxas inferiores ao custo de captação da dívida pública. Esses instrumentos ampliam o impacto potencial sobre as contas públicas, sem garantia de compensação integral via aumento de receitas. A análise também aponta para a ampliação do escopo das políticas de mitigação.
Embora o subsídio ao diesel encontre justificativa na relevância do agronegócio e no período de escoamento da safra, outras frentes vêm sendo incorporadas, incluindo apoio a produtos que já contam com mecanismos de atendimento à população de baixa renda. Nesse ambiente, os custos fiscais tendem a se materializar por meio de aumento de carga tributária ou maior endividamento, reforçando a necessidade de maior clareza quanto aos objetivos e à magnitude das medidas adotadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.