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08/Apr/2026

Frete Rodoviário: margens recuam no pós-colheita

As margens dos caminhoneiros nas principais rotas agrícolas do Brasil seguem em retração após o pico de escoamento da safra de soja, indicando possível enfraquecimento da demanda logística e risco para as negociações de frete no segundo semestre de 2026. Os dados até 2 de abril apontam recuo semanal de 0,2% e queda acumulada de 8,6% nas últimas quatro semanas. O movimento ocorre mesmo com a elevação das tarifas de frete, que avançaram cerca de 9% no ano, refletindo a pressão de custos associada à alta de aproximadamente 24% nos preços do diesel no mesmo período.

Esse descompasso evidencia compressão das margens operacionais no transporte rodoviário. No contexto logístico, observa-se acomodação da demanda após o fluxo mais intenso de embarques de soja, com redução do volume de cargas. Nesse ambiente, rotas que conectam regiões produtoras a terminais ferroviários e hidroviários perdem competitividade frente às rotas diretas aos portos. A dinâmica indica manutenção de preços mais elevados nos modais ferroviário e hidroviário em relação ao transporte rodoviário no cenário atual.

Ainda assim, a deterioração das margens dos caminhoneiros é interpretada como sinal antecedente de desaceleração da demanda logística, com potencial impacto sobre a formação de preços de frete nos próximos meses. As perspectivas para o segundo semestre, período tradicionalmente marcado pelo aumento do fluxo de milho para exportação, indicam necessidade de cautela, diante do risco de o mercado subestimar a intensidade da desaceleração na demanda por transporte. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.