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07/Apr/2026

Fertilizantes: risco de desabastecimento em 2026

O setor de fertilizantes no Brasil trabalha com um risco de desabastecimento de produtos fosfatados em 2026, cenário considerado inédito por lideranças da indústria. Executivos e especialistas do setor afirmam que a escassez global de enxofre e os preços recordes do ácido sulfúrico estão forçando a paralisação de plantas e a revisão do planejamento estratégico das companhias. Na avaliação da Itafos Fertilizantes no Brasil, o ano de 2026 é visto como um momento de sobrevivência, com recursos escassos para o setor. Talvez não tenha produto. A indústria precisará ser inteligente para entregar volumes comprometidos, possivelmente substituindo produtos de alta concentração por fosfatos naturais reativos ou soluções que demandem menos ácido sulfúrico.

A EuroChem Brasi já realiza estudos semanais para decidir se mantém ou não o plano de produção anual. Há algumas plantas parando por falta de enxofre ou porque essa relação do enxofre dentro do produto está muito alta e não faz sentido mais produzir. Muitas vezes vale muito mais a pena vender o ácido sulfúrico do que fazer um fosfatado de baixa concentração, uma referência ao super-simples (SSP). Diante da baixa disponibilidade e dos preços elevados, a substituição tecnológica deve avançar no campo. Grandes grupos agrícolas já avaliam reduzir em até 25% a aplicação de fosfato em áreas com boa reserva no solo, além de migrar para remineralizadores e produtos parcialmente acidulados. O agricultor está no limite. Muitos dizem que, se o cenário não mudar, não vão adubar ou vão partir para produtos alternativos, segundo a Itafos.

A EuroChem destacou que tem observado um aumento expressivo na procura de agricultores por produtos de menor concentração e subprodutos como o gesso agrícola. Vai ter essa migração de parte desse volume para os fosfatos de menor teor. Existe o risco na qualidade do grão no fim do dia, mas é uma discussão necessária diante da oferta menor e demanda maior. Para o Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), o Brasil paga o preço por ter tratado o fertilizante apenas como uma commodity agrícola e não como um mineral estratégico. Não tem muito o que fazer se não olhar de forma estrutural e de longo prazo, pois a produção doméstica atual não atende à demanda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.