07/Apr/2026
O mercado de fretes rodoviários no Brasil enfrenta ambiente de incerteza, influenciado pela alta dos preços do diesel e pela indefinição jurídica em torno da tabela de preços mínimos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com expectativa de posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade do mecanismo. Apesar da relevância do diesel na composição dos custos logísticos, a formação dos preços de frete não ocorre de forma isolada a partir desse fator, sendo determinada por variáveis estruturais como a geografia das rotas, o volume transportado e a disponibilidade de veículos em cada região produtora.
A dinâmica de mercado também é influenciada pelo frete de retorno, prática em que o transporte de fertilizantes dos portos para o interior é compensado pelo carregamento de grãos no trajeto de volta, contribuindo para a eficiência operacional e para a formação dos preços. Nas rotas entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), observa-se aproximação dos valores de frete durante o período de colheita, quando há maior fluxo de carga, e distanciamento na entressafra, independentemente das oscilações no preço do diesel. O cenário para 2026 permanece condicionado à definição jurídica sobre a política de preços mínimos e à evolução dos custos energéticos, mantendo elevada a incerteza sobre a trajetória dos fretes no curto e médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.