06/Apr/2026
A Massey Ferguson, fabricante de máquinas agrícolas do grupo AGCO, vê o Brasil como motor de crescimento na América Latina. Além de produtores precisarem renovar a frota, a produção de máquinas cresce também para fazer frente à expansão da área plantada e à conversão de pastagens, diz Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson América Latina. Ele projeta vendas da marca de 3% a 4% maiores no mercado nacional neste ano. Para tal, a companhia aposta em um portfólio que vai de novos modelos de tratores compactos a máquinas de altíssima potência. Em 2026 estão previstos lançamentos de três tratores e uma colheitadeira. O Brasil perfaz cerca de 12% das vendas globais da AGCO, que faturou US$ 10,1 bilhões em 2025 no mundo.
A Massey Ferguson exporta máquinas agrícolas produzidas no Brasil para Estados Unidos, México, países da África e da Ásia. “É um negócio relevante, com a participação se mantendo ano após ano”, diz Junqueira. Além dos equipamentos, a partir da operação brasileira a companhia comercializa tecnologias de precisão para outros mercados. Apesar dos juros elevados, do crédito restrito e da conjuntura adversa do agronegócio no mercado de máquinas agrícolas, produtores perseguem o investimento em tecnologias para maior produtividade, afirma Junqueira. Tecnologia permite ao agricultor ser mais rentável, produzir melhor, com mais eficiência e com retorno no curto prazo, diz ele. Hoje, cerca de metade da frota nacional tem idade média acima de 16 anos, o que exige a renovação pelos produtores rurais, observa o executivo. “O aporte se dá em escala menor que em cenário ideal, mas não deixa de ocorrer”, pontua. Fonte: Broadcast Agro.