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02/Apr/2026

Fertilizantes: setor defende a aceleração do PNF

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) avalia como necessário acelerar as metas estabelecidas no Plano Nacional de Fertilizantes, com o objetivo de reduzir a dependência externa e mitigar riscos associados ao cenário internacional. A estratégia atual prevê a redução da dependência de importações de 85% para 45% até 2050, mesmo diante da perspectiva de duplicação da demanda pelo insumo no agronegócio brasileiro.

A avaliação é de que esse cronograma poderia ser antecipado para fortalecer o equilíbrio entre produção doméstica e compras externas. O Brasil permanece altamente dependente do mercado internacional de fertilizantes, condição que amplia a exposição a choques de oferta e volatilidade de preços. Esse cenário foi intensificado recentemente por tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam rotas estratégicas de transporte e reduzem a disponibilidade global de insumos.

A restrição de oferta, combinada à manutenção da demanda, tem resultado em elevação expressiva dos preços. Nos primeiros meses de 2026, os principais fertilizantes importados registraram aumentos relevantes, com destaque para a ureia e o MAP. A valorização se intensificou ao longo das semanas mais recentes, refletindo o agravamento do cenário internacional. Diante desse contexto, o plano nacional é visto como instrumento estratégico para ampliar a produção interna e reduzir vulnerabilidades.

Ao mesmo tempo, permanece o entendimento de que o País continuará dependente de importações, o que exige também avanços na facilitação do fluxo de compras externas, de forma a garantir o abastecimento adequado ao produtor rural. O ambiente atual reforça a importância de políticas estruturantes para o setor, com foco na segurança de suprimento, competitividade e previsibilidade de custos em um mercado global cada vez mais sensível a fatores geopolíticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.