02/Apr/2026
A Basf concluiu a aquisição da AgBiTech, empresa de controle biológico de pragas, após obter as aprovações regulatórias, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A transação havia sido anunciada em janeiro de 2026, quando a companhia firmou acordo com o fundo Paine Schwartz Partners, controlador da AgBiTech desde 2015, e demais acionistas. Os valores não foram divulgados. Com a conclusão, a Basf passa a incorporar o portfólio, as operações e a estrutura de pesquisa da AgBiTech. A empresa foi fundada em 2000 e utiliza tecnologia baseada em vírus naturais para o controle de lagartas em culturas como soja, milho e algodão. Suas fábricas estão em Fort Worth, no Texas (EUA). O Brasil ocupa posição central no negócio.
A América do Sul, com destaque para o mercado brasileiro, responde por até 70% das vendas da AgBiTech. A empresa mantém escritório em Campinas (SP), centro de pesquisas no Parque Tecnológico da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO), e cerca de 140 funcionários no País. Os produtos são fabricados nos Estados Unidos e passam por processamento em Paulínia (SP). Em nota, o presidente global da Basf Soluções para Agricultura, Livio Tedeschi, afirmou que a aquisição "fortalece nossa posição neste segmento atraente e complementa nosso portfólio existente com tecnologias biológicas diferenciadas".
O presidente-executivo da AgBiTech, Adriano Vilas-Boas, disse que a operação "representa um marco importante para a missão da AgBiTech de tornar o controle biológico de insetos acessível aos agricultores em todo o mundo". O vice-presidente sênior da Basf Soluções para Agricultura na América Latina, Sergi Vizoso, afirmou que a aquisição reforça "a capacidade de oferecer soluções inovadoras, sustentáveis e alinhadas às necessidades reais dos agricultores da região". O vice-presidente da Basf no Brasil, Marcelo Batistela, disse que contar com "a tecnologia, conhecimento e com as pessoas da AgBiTech é um passo de extrema relevância, especialmente para o mercado brasileiro". Segundo dados citados pela companhia, a área tratada com bioinsumos no Brasil cresceu mais de 28% em 2025, para 194 milhões de hectares. Fonte: Broadcast Agro.