01/Apr/2026
A Comissão Europeia rejeitou a proposta de suspensão da taxa de emissão de CO2 aplicada sobre fertilizantes importados, mantendo a diretriz atual mesmo diante das pressões por redução de custos no setor agrícola do bloco. A avaliação é de que a eventual suspensão do tributo poderia ampliar a dependência externa da União Europeia em relação ao fornecimento de fertilizantes, agravando vulnerabilidades estruturais da cadeia produtiva.
O cenário ocorre em um contexto de preços elevados desses insumos no mercado internacional. Como alternativa à suspensão, foi indicada a possibilidade de utilização das receitas arrecadadas com a taxa para promover mecanismos de estabilização de custos aos produtores rurais, mitigando os impactos sobre a produção agrícola. A proposta de isenção temporária havia sido defendida por países do bloco, com destaque para a França, que enfrenta pressões internas do setor agrícola.
O pedido envolvia o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira, em vigor desde 1º de janeiro, que estabelece a cobrança sobre emissões associadas a produtos importados. No âmbito da indústria, produtores europeus de fertilizantes mantêm posição contrária à suspensão da taxa, em linha com a estratégia de preservação da competitividade interna e redução da dependência de insumos externos. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.