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31/Mar/2026

Fertilizantes: mercado pode recuar até 15% em 2026

Segundo estimativa do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos-PR), o mercado brasileiro de fertilizantes pode registrar retração entre 10% e 15% em 2026, pressionado pela elevação de custos e por restrições na oferta global. O cenário combina fatores geopolíticos e medidas fiscais internas, com impactos diretos sobre a demanda por insumos. A incidência de PIS/Cofins sobre fertilizantes, prevista para início de abril, adiciona cerca de 2% aos custos, enquanto mudanças relacionadas ao frete mínimo também contribuem para encarecer a logística. Esses fatores ampliam a pressão sobre produtores em um ambiente já desafiador.

No mercado internacional, o fechamento do Estreito de Ormuz pode comprometer a produção de fertilizantes fosfatados, com potencial perda de até 5 milhões de toneladas mensais. A região concentra parcela relevante da oferta global de enxofre, insumo essencial para a produção de fertilizantes. Além disso, a restrição nas exportações de nitrato de amônia pela Rússia afeta diretamente o abastecimento brasileiro, que depende de importações significativas desse produto. A redução das compras externas já é observada no início do ano. Outro ponto de atenção é a menor disponibilidade de fosfatados da China, decorrente de limitações às exportações, o que pode gerar gargalos logísticos, filas em portos e atrasos no plantio da próxima safra de soja.

Diante do aumento de custos, a tendência é de redução na aplicação de fertilizantes. Com o esgotamento gradual da fertilidade do solo, esse movimento pode levar à diminuição da área plantada, com reflexos potenciais sobre a oferta e os preços de commodities agrícolas como soja, milho, carnes, açúcar e café. O cenário reforça a necessidade de ajustes regulatórios e logísticos para mitigar impactos sobre a produção agrícola, em um ambiente global marcado por incertezas e restrições de oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.