31/Mar/2026
A Fertilizantes Heringer teve prejuízo líquido de R$ 189,85 milhões no quarto trimestre de 2025. O prejuízo é 71,2% menor do que o registrado em igual período do ano anterior, de R$ 658,48 milhões. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 101,07 milhões no quarto trimestre do ano passado, ante Ebitda negativo de R$ 83 milhões um ano antes. A receita líquida no período foi de R$ 965,38 milhões, 30,4% inferior à do quarto trimestre de 2024, que foi de R$ 1,387 bilhão. A empresa disse em comunicado que a queda da receita foi motivada principalmente por uma retração no volume vendido.
O volume de fertilizante entregue no quarto trimestre do ano passado alcançou 399 mil toneladas, representando queda de 33,7% em comparação com igual período de 2024 (602 mil toneladas). Segundo a companhia, a queda foi concentrada principalmente nas culturas de café e cana-de-açúcar. Em contrapartida, o milho apresentou crescimento expressivo, alterando significativamente o mix de vendas no trimestre. No ano de 2025, o prejuízo diminuiu 85,1% em relação a 2024, para R$ 172,2 milhões. O Ebitda ficou negativo em R$ 176,07 milhões, ante Ebitda negativo de R$ 192,16 milhões em 2024. Já a receita líquida recuou 11,1%, para R$ 4,09 bilhões.
A Fertilizantes Heringer encerrou o ano de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 172 milhões, conforme dados apresentados em teleconferência com investidores nesta segunda-feira (30). O resultado representa uma redução em comparação ao prejuízo de R$ 1,1 bilhão registrado no exercício de 2024. Segundo a administração, o desempenho final foi beneficiado por uma variação cambial favorável ao longo do ano. O diretor-presidente da companhia, Gustavo Albinha, afirmou que o ano foi marcado por ajustes de escala e reestruturação operacional. "Houve redução relevante de volumes, acompanhada de mudanças no mix de produtos e de agricultura atendidas. Tudo isso alinhado com a decisão de hibernar algumas plantas, considerando o contexto econômico e a melhor alocação de capital", disse o executivo.
O volume total de entregas da companhia recuou 24% em 2025, passando de 2,1 milhões de toneladas no ano anterior para 1,6 milhão de toneladas. No quarto trimestre de 2025, o volume foi de 399 mil toneladas, queda de 34% em relação ao mesmo período de 2024. A retração concentrou-se nas culturas de café e cana-de-açúcar, enquanto houve aumento na participação de soja e milho no mix de vendas. A receita líquida da empresa passou de R$ 4,6 bilhões em 2024 para R$ 4,1 bilhões em 2025. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) permaneceu negativo em R$ 176 milhões no acumulado do ano, ante o resultado negativo de R$ 192 milhões em 2024. A margem bruta recuou em razão da menor diluição de custos fixos gerada pela queda nos volumes.
Na área comercial, a Heringer registrou avanço na participação de produtos da linha premium e redução proporcional na linha convencional. De acordo com o diretor comercial, Marcelo Ferri, a estratégia foca em produtos de maior valor agregado e potencial de margem. Sobre o mercado, Ferri destacou que os preços das matérias-primas retornaram, ao fim de 2025, a patamares próximos aos observados no final de 2024. A companhia encerrou o exercício com R$ 100 milhões em caixa. A variação de liquidez no período refletiu a redução de estoques e de tributos a recuperar, além da diminuição no saldo de fornecedores. Para o médio prazo, a empresa mantém visão positiva baseada na expectativa de crescimento da área plantada e da produção nacional de grãos. Fonte: Broadcast Agro.