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31/Mar/2026

Diesel: defasagem amplia risco de desabastecimento

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem entre os preços internos e internacionais dos combustíveis voltou a se ampliar, com diferença de R$ 3,05 por litro no diesel e de R$ 1,61 por litro na gasolina nas refinarias. O movimento reflete a recente valorização do petróleo no mercado global, com o barril acima de US$ 115,00. Na comparação com o mercado externo, a diferença chega a 84% no diesel e 64% na gasolina, o que inviabiliza economicamente as importações. Como resultado, as janelas de importação permanecem fechadas há 76 dias para o diesel e há 33 dias para a gasolina. O cenário eleva o risco de desabastecimento, especialmente no caso do diesel, considerando que o Brasil depende de importações para atender entre 20% e 30% do consumo interno.

Com preços domésticos abaixo da paridade internacional, agentes privados deixam de trazer o produto ao País. Em paralelo, refinarias privadas têm realizado ajustes mais frequentes. Mesmo com reajustes semanais, os preços ainda permanecem abaixo do mercado internacional, embora com menor defasagem em relação às refinarias estatais. No segmento de combustíveis de aviação, há previsão de forte reajuste nos preços a partir de abril, refletindo a alta do petróleo. O mercado acompanha a expectativa de ajustes adicionais nos combustíveis, diante da persistência das tensões geopolíticas e da pressão sobre as cotações internacionais. O ambiente reforça o descompasso entre os preços domésticos e externos, com impactos sobre a dinâmica de oferta, importação e abastecimento no mercado brasileiro de combustíveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.