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31/Mar/2026

Diesel: governo avaliando extensão de subvenção

O governo federal avalia a possibilidade de prorrogar o subsídio ao diesel como medida para mitigar os impactos da alta dos preços de energia no mercado interno, em um cenário de elevação das cotações internacionais do petróleo associada ao conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. A expectativa considerada é de duração do conflito em até 60 dias, período inicialmente previsto para vigência das medidas emergenciais. O modelo adotado prevê subvenção compartilhada entre União e Estados, com aporte de R$ 0,60 por litro por parte de cada esfera, totalizando R$ 1,20 por litro, com caráter temporário. A adesão dos Estados ocorre de forma voluntária, sem imposição de redução do ICMS sobre o diesel, mantendo-se o diálogo federativo como base para implementação da política.

A elevação do preço do petróleo no mercado internacional, com avanço do barril de US$ 60,00 para US$ 100,00, amplia a pressão sobre os custos de combustíveis e insumos energéticos, com efeitos diretos sobre inflação e cadeias produtivas, incluindo transporte e logística. No setor automotivo, políticas de incentivo à mobilidade sustentável indicam avanço nas vendas de veículos com menor impacto ambiental, com crescimento de 25% nas comercializações. O programa de estímulo inclui isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados para veículos mais leves, eficientes e produzidos no Brasil, com redução de preços que, em alguns casos, alcança R$ 13 mil.

No âmbito do crédito, foram disponibilizados R$ 15 bilhões para capital de giro e investimentos voltados à indústria exportadora, abrangendo segmentos como aço, cobre, alumínio, automotivo e autopeças, além de setores estratégicos. Adicionalmente, foram aprovados R$ 10 bilhões com taxa de juros de 6,5%, sendo R$ 7 bilhões destinados à aquisição de bens de capital e modernização industrial e R$ 3 bilhões direcionados a máquinas com menor impacto ambiental. O conjunto de medidas busca reduzir os efeitos do cenário externo adverso sobre a economia doméstica, com foco em custos energéticos, estímulo à atividade industrial e sustentação da competitividade.

O governo federal avalia a implementação de uma subvenção ao diesel com participação dos Estados, como forma de conter a alta de preços e garantir o abastecimento no país. A proposta prevê a divisão dos custos entre União e entes federados para viabilizar o subsídio ao combustível importado. A iniciativa contempla um apoio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com caráter temporário. A medida está condicionada ao cenário internacional, especialmente às oscilações nos preços do petróleo, influenciadas por tensões geopolíticas. A estratégia busca mitigar os impactos da elevação dos custos de energia sobre a economia, em especial sobre o transporte e o agronegócio, altamente dependentes do diesel.

A participação dos Estados é considerada fundamental para ampliar o alcance da política e reduzir a pressão sobre os preços internos. O caráter transitório da medida está atrelado à normalização do mercado internacional de petróleo. Com eventual recuo nas cotações, a necessidade de subsídio tende a ser reduzida ou eliminada. O cenário reforça a adoção de medidas emergenciais diante de choques externos, com foco na manutenção do abastecimento e na estabilidade de preços no mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.