31/Mar/2026
A revogação do Decreto nº 12.600/25 elevou a incerteza jurídica sobre projetos hidroviários e pode resultar no adiamento do leilão do canal do Rio Paraguai, previsto para o segundo semestre de 2026, com possibilidade de deslocamento para 2027. O cenário reflete preocupações quanto à segurança regulatória e à continuidade dos estudos e modelagens necessárias à concessão. O ambiente de risco é reforçado pela possibilidade de intensificação de movimentos contrários a empreendimentos em hidrovias incluídas no Programa Nacional de Desestatização, com impactos já observados em projetos anteriores.
A interrupção de estudos de viabilidade em outra hidrovia após mobilizações locais indica potencial replicação desse tipo de ação em novos ativos, o que amplia a percepção de risco para investidores e operadores logísticos. Há avaliação de que disputas entre modais de transporte podem influenciar o ambiente competitivo, com possibilidade de ampliação de pressões sobre projetos hidroviários. Esse fator adiciona complexidade ao processo decisório e pode afetar o interesse e o apetite por participação nos leilões.
No planejamento federal para o biênio 2025-2026, estavam previstos seis leilões de hidrovias, incluindo os projetos dos rios Madeira, Paraguai, Tapajós e Tocantins, além da Lagoa Mirim e da Hidrovia Verde. Atualizações posteriores indicaram o adiamento de parte desses empreendimentos para o primeiro semestre de 2027 por questões técnicas, enquanto os projetos do Rio Paraguai e da Lagoa Mirim permanecem com expectativa de realização em 2026. A evolução dos projetos depende do cumprimento de etapas técnicas, ambientais e regulatórias, além da incorporação de contribuições oriundas de consultas públicas.
O cronograma segue condicionado ao grau de maturidade de cada iniciativa, com perspectiva de avanços ao longo de 2026 e extensão de fases para 2027 em função da complexidade dos empreendimentos. No contexto logístico, a viabilidade das hidrovias é considerada estratégica para o escoamento de grãos, combustíveis e outras mercadorias, o que mantém a relevância dos projetos para a competitividade do agronegócio e da cadeia de transporte no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.