31/Mar/2026
O choque de petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio deve acelerar a corrida por minerais críticos, com o Brasil e outros países da América do Sul ocupando papel estratégico para os Estados Unidos, avalia o Manhattan Institute. A estratégia de 'friend-shoring' (alinhamento com nações amigas para reduzir riscos geopolíticos) coloca o Brasil, Argentina e Colômbia em posição central para garantir fornecimento seguro de minerais críticos e reduzir dependência da China. O impacto do conflito sobre a energia mostra que o mundo ainda não se desvinculou completamente do petróleo, reforçando a necessidade de diversificação de fontes.
O Estreito de Ormuz é um ponto crítico, por onde passa ao menos 20% da produção global de petróleo. A América do Sul se apresenta como alternativa estratégica por não ser considerada um gargalo logístico. Para reduzir risco de forma fundamental, é preciso políticas que mudem o número de lugares de onde você obtém petróleo, especialmente lugares que não são gargalos. Foi ressaltada a relevância do Brasil na produção offshore de petróleo e a necessidade de políticas que incentivem novos investimentos estrangeiros.
Caso a disrupção no Estreito de Ormuz persista, governos podem recorrer a racionamento e soluções emergenciais, impactando preços globais, especialmente para nações mais pobres. Quando o preço do barril ultrapassa US$ 150,00 e se aproxima de US$ 175,00, as consequências políticas e econômicas tendem a ser significativas. O 'friend-shoring' é uma forma de reduzir vulnerabilidade e assegurar acesso confiável a recursos estratégicos, fortalecendo a posição de países aliados como o Brasil no fornecimento de minerais críticos e energia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.