30/Mar/2026
A empresa de agroquímicos Adama, controlada pelo Syngenta Group, registrou prejuízo líquido de US$ 147 milhões no acumulado de 2025. O resultado representa uma queda de 64% em relação ao prejuízo de US$ 407 milhões reportado em 2024. Apenas no quarto trimestre de 2025, o prejuízo líquido caiu 41%, para US$ 88 milhões. Em termos ajustados, a companhia reverteu o prejuízo e alcançou lucro líquido de US$ 28 milhões no ano, ante uma perda de US$ 206 milhões no exercício anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 25% em 2025, totalizando US$ 587 milhões. Segundo a Adama, o desempenho reflete o progresso do plano de eficiência "Fight Forward", focado em competitividade de custos e inovação.
A receita anual somou US$ 4,051 bilhões, recuo de 2% ante 2024. De acordo com a empresa, o movimento foi pressionado por uma queda de 2% nos preços, enquanto os volumes permaneceram estáveis. No quarto trimestre, a receita recuou 8%, para US$ 1,026 bilhão, influenciada por uma queda de 8% no volume e de 2% nos preços. As vendas na América Latina totalizaram US$ 1,006 bilhão em 2025, queda de 3%. No Brasil, a receita anual subiu em decorrência do maior volume de vendas, impulsionado pela melhora da demanda e pelo lançamento de produtos como o herbicida APRESA®, embora os preços tenham sido menores. No quarto trimestre, o mercado brasileiro viu volumes e preços descerem devido a efeitos climáticos e ao faseamento de compras.
Nas demais regiões, a América do Norte registrou alta de 11% nas vendas anuais, para US$ 942 milhões. A Ásia-Pacífico teve queda de 11% (US$ 967 milhões), enquanto as vendas na China recuaram 5% (US$ 464 milhões). A região que engloba Europa, África e Oriente Médio (EAME) reportou baixa de 3%, para US$ 1,136 bilhão. A Adama destacou que, embora os estoques nos canais de distribuição tenham retornado aos níveis pré-pandemia, a pressão sobre os preços permanece alta por causa do excesso de capacidade na produção de ingredientes ativos. Sobre a situação geopolítica, a companhia informou que suas unidades de produção em Israel continuam operando sem atrasos significativos. Fonte: Broadcast Agro.