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27/Mar/2026

Fertilizantes: vendas internas devem recuar em 2026

Segundo o Rabobank, as entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil devem recuar para 47,2 milhões de toneladas em 2026, queda de quase 2 milhões de toneladas em relação ao recorde de mais de 49 milhões de toneladas registrado em 2025. A redução é atribuída à manutenção do aperto financeiro dos produtores e à elevação dos custos de insumos, tendência iniciada antes do conflito no Oriente Médio. Nos dois primeiros meses do ano, os principais fertilizantes importados registraram alta média de 17%, liderados pela ureia (19%) e pelo MAP (17%). Com o início das hostilidades na região do Golfo, a ureia se valorizou mais de 46% em três semanas, acumulando alta de 76% até 20 de março, tornando-se o insumo mais impactado inicialmente.

O fósforo também sofreu pressão e ultrapassou US$ 800 por tonelada, maior valor desde agosto de 2022, enquanto o MAP já apresentava tendência de alta devido à menor disponibilidade e ao aumento do custo do enxofre. Em termos de importações, a chegada de ureia ao Brasil ocorre majoritariamente a partir de maio, o que pode aliviar parcialmente o impacto no curto prazo. No entanto, a persistência do conflito gera incertezas sobre oferta global e capacidade de produção de gás natural e fertilizantes nitrogenados. A elevação de preços deve reduzir a demanda nacional, especialmente em um contexto de margens restritas para os produtores. A geopolítica permanece como principal fator de atenção para o mercado de fertilizantes no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.