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26/Mar/2026

Minerais críticos: Brasil é estratégico para os EUA

O Brasil assume papel estratégico na corrida global por minerais críticos, sendo visto como parceiro relevante pelos Estados Unidos na diversificação do fornecimento dessas matérias-primas. Apesar do avanço na cooperação, o País deve manter postura independente, preservando também sua relação com a China, principal destino das commodities brasileiras. A relação entre Brasil e Estados Unidos caminha para uma cooperação prática, especialmente em projetos ligados à extração e processamento de minerais, sem indicar um alinhamento geopolítico amplo. O cenário é caracterizado por convergência de interesses em áreas específicas, ao mesmo tempo em que o Brasil busca preservar sua autonomia estratégica.

A China permanece como pilar fundamental para a economia brasileira, especialmente como principal compradora de commodities, o que limita qualquer possibilidade de ruptura nas relações comerciais. Nesse contexto, o Brasil adota uma estratégia de equilíbrio entre os dois polos, explorando oportunidades de investimento sem comprometer parcerias já consolidadas. O País é considerado fornecedor relevante de minerais críticos, com potencial para ampliar não apenas a extração, mas também atividades de processamento e agregação de valor. Entre os principais recursos com presença no território brasileiro estão cobre, grafite, níquel, lítio e terras raras, insumos essenciais para cadeias produtivas estratégicas globais.

A agenda doméstica está voltada à atração de investimentos e à redução de entraves regulatórios, com o objetivo de ampliar a competitividade do Brasil nesse mercado. A coordenação entre diferentes níveis de governo é vista como necessária para viabilizar projetos, respeitando a competência federal sobre os recursos minerais. O cenário reforça a posição do Brasil como player relevante no fornecimento global de minerais críticos, com potencial de capturar investimentos e ampliar sua participação nas cadeias de valor, mantendo, ao mesmo tempo, uma política externa pragmática e diversificada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.