23/Mar/2026
A manutenção de preços do diesel abaixo da paridade internacional pode levar a um cenário de defasagem estruturalmente insustentável no mercado brasileiro de combustíveis, diante do descompasso entre oferta e demanda. Mesmo após reajuste recente, os preços domésticos seguem distantes das referências internacionais, em um contexto de demanda elevada e dependência relevante de importações para suprir o consumo interno. Esse desequilíbrio tende a se intensificar em cenários de alta adicional nos preços globais, podendo comprometer o funcionamento do mercado caso não haja ajustes nos valores praticados pelas refinarias. A ausência de alinhamento aos preços internacionais reduz a atratividade para importadores independentes, limitando a entrada de produto no País e ampliando o risco de restrição de oferta.
Em situações extremas, o mercado pode apresentar segmentação, com parte do abastecimento ocorrendo a preços administrados e outra parcela sendo suprida por importações a custos mais elevados, elevando o preço médio do combustível. Esse ambiente tende a gerar efeitos sobre a atividade econômica, com aumento de custos logísticos e potencial desaceleração da demanda. Por outro lado, a correção dos preços à paridade internacional pode contribuir para recompor margens e fortalecer a geração de caixa no segmento de refino, em um cenário de volatilidade no mercado de energia. No segmento de distribuição, o ambiente permanece desafiador, com impactos distintos entre empresas conforme estratégias operacionais e exposição às oscilações de preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.