19/Mar/2026
A transportadora Motz informou que continua operando normalmente e atendendo seus clientes, mesmo diante da mobilização de caminhoneiros e das medidas do governo federal para reforçar o cumprimento do piso mínimo de frete. A empresa avalia judicialmente a aplicação da tabela e aponta que a norma ainda gera insegurança jurídica ao setor produtivo brasileiro, pois está sob apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF). Criada pela Votorantim Cimentos, a Motz conecta cargas de embarcadores a motoristas em todo o País, atendendo principalmente os setores de indústria, agronegócio e serviços.
Em 2025, a companhia esperava encerrar o ano com receita líquida de R$ 2 bilhões, alta de 33% em relação a 2024, com o agronegócio respondendo por 35% do faturamento, movimentando cerca de 5 milhões de toneladas de soja, milho, fertilizantes, açúcar e algodão. A empresa ressalta que discute judicialmente a aplicação da tabela mínima de frete porque ela não contempla variáveis como idade dos caminhões, diferenças regionais, eficiência de embarque e desembarque, segmentação e valor agregado do produto. A Motz mantém operação regular, monitorando o tema com atenção.
O contexto do setor tem sido pressionado pelo aumento do diesel A em R$ 0,38 por litro em 14 de março, equivalente a 11,6%, que reduziu parte do efeito do pacote do governo com zeragem de PIS/Cofins e subvenção ao combustível, diante da alta do petróleo em razão da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã. O movimento de caminhoneiros ganhou força a partir de assembleia no Porto de Santos (SP), reunindo representantes de autônomos de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, que aprovaram paralisação no segmento de contêineres, ampliando a articulação no setor. A Lei nº 13.703/2018, que instituiu os pisos mínimos após a greve de 2018, ainda aguarda julgamento no STF. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.