19/Mar/2026
A Petrobras mantém a política de preços baseada na não transferência automática da volatilidade internacional ao mercado doméstico, em um contexto de pressão no setor de transporte rodoviário diante da elevação do preço do diesel. O reajuste recente do diesel A para distribuidoras foi de R$ 0,38 por litro, alinhado à estratégia da companhia. O movimento ocorre após um período sem aumentos desde fevereiro do ano anterior, sendo que o último ajuste havia sido uma redução registrada em maio de 2025.
Mesmo com a elevação, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços do diesel A apresentam redução de R$ 0,84 por litro, equivalente a queda de 29,6%, considerando a inflação do período. Esse comportamento reflete a política de suavização de repasses ao longo do tempo. O impacto do reajuste ao consumidor final foi parcialmente compensado pela desoneração tributária, com a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, medida adotada pelo governo federal para conter a pressão sobre os preços. Adicionalmente, foi aprovada a adesão ao programa de subvenção econômica à comercialização de diesel, que prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas participantes.
A efetivação da medida depende da regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A combinação entre o reajuste de preços e a subvenção pode resultar em incremento potencial de R$ 0,70 por litro no valor recebido pela companhia, sem repasse proporcional ao consumidor final, alterando a dinâmica de formação de preços no mercado interno. O cenário ocorre em meio à mobilização de caminhoneiros, que pressionam por recomposição de margens diante da elevação dos custos operacionais, mantendo elevado o nível de atenção sobre o setor de combustíveis e seus impactos na logística. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.