18/Mar/2026
Segundo o Itaú BBA, as cotações da ureia registraram alta de 40% em duas semanas no Brasil, alcançando US$ 660 por tonelada, em um movimento associado à escalada do conflito no Oriente Médio, que afetou a produção e a logística de amônia e ureia em países do Golfo Pérsico. A interrupção parcial das exportações da região ocorre em um período de pico de demanda no Hemisfério Norte, combinado ao avanço do calendário de compras no mercado brasileiro. Esse ambiente resultou em elevação dos custos de frete, seguros e energia, além de redução da oferta global de nitrogenados, intensificando a pressão altista sobre os preços. No segmento de fosfatados, as cotações no Brasil avançaram 7% nas últimas duas semanas, atingindo US$ 795 por tonelada.
A valorização é influenciada por restrições no fornecimento de enxofre, insumo relevante na produção de fosfatados e amplamente originado no Oriente Médio, além do aumento dos custos energéticos. Os fertilizantes potássicos apresentam comportamento mais estável em comparação aos demais insumos, refletindo um equilíbrio relativo na oferta global. Os fluxos seguem mantidos por Rússia e Belarus, sustentando os preços em linha com o calendário de compras do Hemisfério Norte e com a reposição de estoques no Brasil. Para o curto prazo, o mercado de nitrogenados e fosfatados tende a permanecer ajustado, com preços firmes e elevada volatilidade. A continuidade desse cenário está condicionada à evolução do conflito geopolítico e à normalização dos fluxos logísticos globais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.