17/Mar/2026
A startup de remoção de carbono Terradot, gestada na Universidade de Stanford (EUA,) tem uma iniciativa voltada à remoção de carbono por meio da aplicação de pó de rocha em áreas agrícolas prevê expansão relevante das operações em 2026. A área tratada com o insumo deve passar de 2.500 para 25 mil hectares ao longo do ano, em projetos conduzidos no Brasil e nos Estados Unidos. A tecnologia consiste na aplicação de pó de rocha como corretivo natural do solo, com capacidade de reduzir a acidez e, simultaneamente, promover o sequestro de dióxido de carbono da atmosfera. As operações envolvem áreas cultivadas com soja, cana-de-açúcar, arroz e pastagens em estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. O modelo de negócio está baseado na geração de créditos de carbono decorrentes da captura de emissões associada ao uso do insumo.
Esses créditos são comercializados com empresas internacionais interessadas em compensar emissões de gases de efeito estufa. A expectativa é de que o Brasil possa ampliar sua participação na oferta global de créditos de carbono de alta integridade ambiental. No campo produtivo, a proposta prevê a substituição do calcário agrícola pelo pó de rocha como corretivo de solo. O insumo é fornecido aos produtores sem custo direto, enquanto a remuneração da operação ocorre por meio da comercialização dos créditos de carbono gerados nas áreas tratadas. De acordo com estimativas do setor, o uso de corretivos de solo pode representar até 10% dos custos de produção agrícola, a depender da cultura e das condições de manejo. Nesse contexto, a adoção de alternativas financiadas por mecanismos de mercado de carbono pode reduzir despesas operacionais nas propriedades e ampliar a adoção de práticas associadas à remoção de emissões. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.