13/Mar/2026
Segundo a Yara Brasil, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a valorização internacional dos fertilizantes têm levado parte dos produtores brasileiros a antecipar compras de adubos para a safra 2026/27. A avaliação é da Yara Brasil, que observa aceleração pontual nas negociações após o agravamento do conflito envolvendo o Irã. O avanço nas compras ocorre de forma localizada, com maior dinamismo em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul. Em outras regiões produtoras do Brasil, especialmente nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, o ritmo de aquisição permanece mais lento. A expectativa do setor é de que esse movimento represente uma reação momentânea às incertezas do mercado, com tendência de reacomodação após o pico inicial de negociações.
Situações semelhantes já foram observadas em episódios recentes de instabilidade geopolítica, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia e as tensões envolvendo Hamas e Israel. No conjunto do mercado, o volume de compras de fertilizantes para a próxima safra permanece próximo ao registrado na temporada anterior, porém abaixo da média dos últimos cinco anos. A decisão de compra tem sido influenciada principalmente pelas relações de troca entre fertilizantes e commodities agrícolas e pelas margens esperadas para as culturas. Produtores de grãos, especialmente os que cultivam soja e culturas de inverno, avaliam o impacto do custo de produção diante de preços agrícolas considerados menos favoráveis em comparação com anos recentes.
Esse cenário tem levado parte dos agricultores a postergar aquisições, aguardando condições mais atrativas de negociação. No mercado internacional de fertilizantes, a principal pressão ocorre sobre os nitrogenados. A elevação de cerca de 30% no preço do gás natural, principal insumo para produção desses fertilizantes, tem elevado os custos da cadeia e ampliado a volatilidade nas cotações. Embora o Brasil não importe ureia diretamente do Irã, o conflito afeta o equilíbrio global de oferta e preços. Diante desse cenário, empresas do setor avaliam com cautela o repasse das altas de custos para os preços finais, em um ambiente marcado por incertezas sobre disponibilidade de matérias-primas e evolução do conflito. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.