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13/Mar/2026

Aço: exportações do Brasil aos EUA caem em 2025

As exportações brasileiras de aço para os Estados Unidos recuaram 8,3% em 2025, totalizando 3,7 milhões de toneladas. No mesmo período, as importações totais de aço pelos Estados Unidos registraram queda de 12,6% em peso na comparação anual, indicando retração mais intensa no fluxo global do produto destinado ao mercado norte-americano. Apesar da redução nos embarques, o Brasil manteve posição relevante no comércio siderúrgico com os Estados Unidos. Em 2025, o País permaneceu como o segundo maior fornecedor de aço ao mercado norte-americano, responsável por 16,3% do total importado, atrás do Canadá e à frente do México. A menor queda nas exportações brasileiras em relação à média global reflete o grau de integração produtiva entre a indústria siderúrgica brasileira e a cadeia industrial dos Estados Unidos.

A priorização de fornecedores com cadeias produtivas mais conectadas ao mercado norte-americano contribuiu para preservar parte da participação brasileira nas importações do país. O desempenho do comércio ocorreu em um contexto de aumento de barreiras tarifárias. As tarifas de 25% sobre o aço importado pelos Estados Unidos entraram em vigor em 12 de março de 2025 e foram posteriormente elevadas para 50% em junho do mesmo ano. O aumento do custo de acesso ao mercado norte-americano reduziu a competitividade de diversos fornecedores internacionais e contribuiu para a retração das importações. No cenário doméstico, Minas Gerais permanece como o principal polo siderúrgico do Brasil, responsável por cerca de 30% da produção nacional de aço bruto e por parcela relevante das exportações do setor. Em relação ao mercado norte-americano, os embarques originados no Estado registraram crescimento de 15% em volume até o fim de 2025, enquanto o valor exportado apresentou queda de 26%.

A diferença entre o crescimento do volume embarcado e a redução da receita indica alteração no perfil das exportações, com aumento da participação de produtos de menor valor agregado nas vendas destinadas aos Estados Unidos. O estudo também aponta aumento das importações de aço pelo Brasil em 2025. As compras externas cresceram 7% e alcançaram 6,2 milhões de toneladas, com preços médios cerca de 8% inferiores aos observados no mercado interno dos países exportadores, o que pode indicar possíveis práticas comerciais irregulares.A expansão das importações foi liderada pela China, responsável por 62% do total, seguida por Coreia do Sul, com 12%, e Egito, com 5%. O cenário ocorre em meio ao excesso de oferta global de aço e ao avanço de medidas protecionistas no comércio internacional, fatores que ampliam os riscos de pressão competitiva e de práticas desleais no mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.