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13/Mar/2026

Diesel: caminhoneiros descartam greve nacional

Representantes de caminhoneiros autônomos indicam que não há previsão de greve nacional da categoria diante da recente elevação do preço do diesel, apesar da pressão crescente sobre os custos de transporte. A alta do combustível tem sido impulsionada pela valorização do petróleo no mercado internacional em decorrência do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Embora a maior parte das entidades do setor descarte paralisação nacional, há previsão de mobilização regional na área do Porto de Salvador (BA). O movimento está previsto para durar inicialmente 24 horas, com possibilidade de extensão caso as reivindicações não sejam atendidas. A mobilização local está associada à alteração de regras para triagem de cargas no porto.

O novo procedimento exige que o transportador leve a carga do contêiner até uma área específica de triagem antes da liberação para descarga, o que pode ampliar o deslocamento interno entre 10 e 15 quilômetros e elevar o tempo de permanência dos caminhões nas operações portuárias. Além da mudança operacional no terminal, o setor também aponta preocupações estruturais relacionadas ao transporte rodoviário de cargas. Entre os temas citados estão a definição jurídica sobre a constitucionalidade da lei do piso mínimo do frete rodoviário, a política de formação de preços dos combustíveis, a cobrança de pedágio para caminhões com eixo suspenso quando circulam sem carga e os efeitos do aumento do diesel sobre a atividade. Relatos de transportadores indicam que o preço do diesel registrou elevação de aproximadamente 25% a 26% nos últimos dez dias, com aumento médio de cerca de R$ 1,64 por litro desde o início da escalada do conflito envolvendo o Irã. Em algumas regiões, o combustível já supera R$ 8,00 por litro.

A alta ocorre em um momento de forte demanda logística no Brasil, marcado pelo escoamento da safra agrícola na Região Centro-Oeste, período em que o transporte rodoviário se torna essencial para o deslocamento de grãos e outros produtos até portos e centros consumidores. Apesar da pressão sobre os custos operacionais, entidades representativas do setor indicam que a prioridade é buscar soluções institucionais e medidas de mitigação junto ao governo federal, evitando paralisações que possam provocar impactos econômicos mais amplos. As organizações do setor também avaliam que movimentos isolados podem ocorrer em algumas regiões, impulsionados por lideranças locais, mas ressaltam que não existe, no momento, articulação nacional para uma greve da categoria. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.