12/Mar/2026
A companhia de navegação dinamarquesa Maersk anunciou a implementação de uma sobretaxa emergencial temporária em sua rede global de transporte marítimo, em resposta às restrições de disponibilidade, custo e composição de combustíveis decorrentes da atual situação no Estreito de Ormuz. Segundo comunicado da empresa, a deterioração das condições de segurança no Oriente Médio tem provocado impactos relevantes na logística internacional e nas cadeias de suprimentos de clientes.
A companhia afirma que diversas refinarias da região estão paralisadas ou operando com capacidade reduzida, enquanto a capacidade de exportação de combustíveis encontra-se significativamente limitada. Esse cenário resultou em interrupções nas cadeias globais de suprimento energético, exigindo ações de contingência por parte da transportadora. Para preservar a estabilidade operacional da rede, a empresa informou que realizou uma redistribuição significativa de combustíveis e passou a buscar fontes alternativas de abastecimento em diferentes localidades e fornecedores.
Como parte das medidas, foram aplicados ajustes tarifários em rotas de longa distância. Para contêiner Dry 20 no trajeto principal de maior volume e valor de frete (headhaul), a sobretaxa estabelecida é de US$ 200 por unidade. No percurso de retorno (backhaul), o valor definido é de US$ 100 para o mesmo tipo de contêiner. Contêineres de maior capacidade estão sujeitos a tarifas adicionais superiores. A companhia também confirmou a suspensão de todas as operações no Porto de Salalah após um incidente ocorrido nas proximidades das instalações portuárias.
As atividades permanecem interrompidas por tempo indeterminado, enquanto a situação segue em avaliação. De acordo com a empresa, cerca de dez navios permanecem retidos no Golfo Pérsico. A retomada plena das operações poderá levar entre uma semana e dez dias após eventual cessar-fogo na região. Relatos de corretores marítimos indicam ainda que mais de 100 navios porta-contêineres permanecem retidos na região do Golfo. Entre os principais centros logísticos afetados está o Porto de Jebel Ali, considerado um dos principais hubs de redistribuição de cargas para o Oriente Médio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.