11/Mar/2026
Os preços médios do diesel registraram forte alta nos postos brasileiros na primeira semana de março, em um contexto de maior volatilidade do petróleo no mercado internacional diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na comparação entre a última semana de fevereiro e a primeira semana de março, o diesel S-10 avançou 7,72%, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. O diesel comum registrou aumento de 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61 por litro. No mesmo período, a gasolina também apresentou alta, porém em ritmo mais moderado, com elevação de 1,24%, de R$ 6,44 para R$ 6,52 por litro. Regionalmente, as maiores variações foram registradas no Nordeste. Na região, o diesel comum apresentou aumento de 13,17%, enquanto o diesel S-10 subiu 8,79%.
O Nordeste também registrou a maior média de preço para o diesel comum, alcançando R$ 7,22 por litro. Entre os Estados, o maior preço médio do diesel comum foi observado em Roraima, com R$ 7,84 por litro. O maior avanço percentual ocorreu no Piauí, onde o combustível registrou aumento de 17,45%. No caso da gasolina, Rondônia apresentou o maior preço médio e também a maior variação, com R$ 7,90 por litro e alta de 13,18%. O diesel tende a reagir com maior rapidez às oscilações do petróleo no mercado internacional devido à sua relação direta com o transporte rodoviário de cargas. A dependência de importações também contribui para ampliar a sensibilidade do mercado doméstico a choques externos, uma vez que o Brasil importa entre 20% e 30% do diesel consumido no País.
Em cenários de elevação mais intensa dos preços do petróleo, os primeiros impactos costumam ocorrer no diesel, principal combustível utilizado no transporte de mercadorias. Nessas condições, pressões de custo tendem a ser rapidamente transmitidas ao mercado de combustíveis e à cadeia logística. O cenário de volatilidade internacional também começa a gerar efeitos ao longo da cadeia de abastecimento, com relatos pontuais de dificuldades de reposição em determinados postos. Esse movimento pode indicar oferta mais ajustada caso as restrições logísticas associadas ao conflito geopolítico persistam, embora ainda não haja sinais concretos de escassez de combustível no mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.