11/Mar/2026
O preço do diesel no Brasil permanece com ampla defasagem em relação às cotações internacionais, apesar do recuo recente do petróleo no mercado global. A diferença de preços continua limitando a viabilidade econômica das importações de combustíveis no País. Após atingir US$ 120 por barril, o petróleo encerrou a sessão anterior cotado a US$ 91 por barril. O movimento ocorreu após sinalizações de redução das tensões no conflito no Oriente Médio. Mesmo com a queda da commodity, a diferença entre os preços domésticos e internacionais permanece elevada.
No mercado brasileiro, o diesel acumula 309 dias sem reajuste, enquanto a gasolina permanece há 43 dias sem alteração nos preços praticados nas refinarias. Em momentos recentes, o diesel chegou a apresentar preço interno até 85% inferior ao observado no mercado internacional, enquanto a gasolina registrou diferença de até 49%. Atualmente, a defasagem estimada indica que o diesel no Brasil está cerca de 60% abaixo das cotações externas, enquanto a gasolina apresenta diferença de aproximadamente 35%. Em termos de equivalência de preços, essa diferença corresponderia a potenciais aumentos de cerca de R$ 1,94 por litro no diesel e R$ 0,88 por litro na gasolina.
Mesmo com esse cenário, a política de preços adotada busca evitar a transferência direta da volatilidade do mercado internacional para o consumidor doméstico. O ambiente global do petróleo permanece influenciado pelos desdobramentos do conflito envolvendo o Irã. Os ataques realizados no final de fevereiro elevaram as tensões na região e provocaram interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota por onde transita aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo. Apesar das sinalizações recentes de redução das tensões, as cotações do petróleo seguem voláteis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.