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10/Mar/2026

Fertilizantes: alta pressiona agricultores dos EUA

A disparada dos preços dos fertilizantes nos Estados Unidos está ampliando a pressão sobre os custos de produção agrícola e levando entidades do setor a pedir intervenção do governo federal. A situação foi agravada pelas dificuldades no transporte marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio global de insumos agrícolas. Em carta enviada ao presidente Donald Trump, a American Farm Bureau Federation (AFBF) sugeriu medidas para reduzir o impacto sobre os produtores. Entre as propostas está o uso da Marinha americana para garantir a segurança das rotas marítimas utilizadas no transporte de fertilizantes. A entidade também defendeu a suspensão de tarifas e barreiras comerciais que encarecem a importação desses insumos.

Embora alguns produtos, como ureia e nitrato de amônio, estejam majoritariamente isentos das tarifas impostas pelo governo americano, ainda existem medidas antidumping aplicadas a determinadas origens, incluindo produtos provenientes do Marrocos e da Rússia. Grandes empresas do setor também têm se manifestado sobre o tema. A companhia Nutrien afirmou recentemente ter solicitado a retirada dessas tarifas para aliviar a pressão enfrentada pelos agricultores. Os dados mais recentes indicam que os preços dos fertilizantes já vinham em trajetória de alta e intensificaram esse movimento com a crise logística. Segundo análise da consultoria DTN, a ureia atingiu US$ 611 por tonelada no fim de fevereiro, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, o potássio avançou 9%, enquanto a amônia anidra registrou aumento de 15%. Além do encarecimento, produtores relatam dificuldades para garantir o fornecimento dos insumos antes do início do plantio no chamado Cinturão do Milho. Muitos agricultores ainda não conseguiram adquirir todo o fertilizante necessário para a próxima safra, diante da cautela de fornecedores em vender volumes adicionais em meio à incerteza de mercado. Diante desse cenário, a AFBF informou que mantém diálogo com o governo norte-americano para avaliar medidas de mitigação, que podem incluir programas emergenciais de apoio financeiro aos produtores, além de soluções logísticas para garantir o fluxo de fertilizantes no comércio internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.