10/Mar/2026
Segundo a StoneX, a decisão da Petrobras de não promover reajustes imediatos nos combustíveis não elimina o risco de aumento nos preços ao consumidor. O mercado já apresenta elevação de custos no fornecimento para distribuidoras, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Mesmo sem ajustes nas refinarias da estatal, os preços praticados no mercado spot para distribuidoras vêm registrando alta.
Esse movimento tende a se refletir nos valores cobrados nas bombas, já que parte das empresas do setor vem repassando os custos adicionais associados à escalada das cotações internacionais. Para que a Petrobras atingisse paridade com os preços internacionais seria necessário um aumento de R$ 1,97 por litro no diesel. Entre os derivados, o diesel apresenta maior sensibilidade à alta do petróleo por depender em maior grau de importações em comparação com a gasolina. A valorização da commodity ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
No mercado internacional, o preço do petróleo chegou a atingir US$ 120 por barril, antes de recuar para a faixa próxima de US$ 100 por barril. No mercado interno, refinarias privadas já vêm refletindo esse movimento de alta. Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, o diesel acumulou elevação de 26% ao longo de março. Já na Refinaria da Amazônia (REAM), pertencente ao grupo Atem, o combustível registrou aumento de R$ 0,57 por litro na última semana.
A Petrobras permanece há 308 dias sem reajustar o preço do diesel e há 42 dias sem alterações na gasolina. Ainda assim, a avaliação do mercado é de que não há risco imediato de desabastecimento de diesel no País. A oferta disponível nos portos segue significativa, embora a custos mais elevados. Distribuidoras continuam ampliando a retirada de combustíveis nas refinarias da estatal, dentro das cotas estabelecidas, além de manter importações para suprir a demanda doméstica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.