09/Mar/2026
A defasagem entre os preços domésticos do diesel e as cotações internacionais alcançou média recorde de 58% no Brasil, em meio à elevação das cotações do petróleo no mercado global. Considerando apenas as refinarias da principal operadora do sistema de refino nacional, a diferença em relação ao mercado externo chega a 64%.
O movimento ocorre em um contexto de valorização do petróleo tipo Brent, influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A commodity encerrou o último fechamento acima de US$ 87 por barril e passou a operar próxima de US$ 89 por barril, ampliando a pressão sobre os preços dos derivados.
Estimativas indicam que, para alinhar o valor do diesel doméstico às referências internacionais, seria necessário um reajuste aproximado de R$ 2,07 por litro nas refinarias da principal operadora de refino do País. O cenário tende a elevar a pressão por ajustes nos preços domésticos nos próximos períodos.
A diferença de preços ocorre após um período prolongado sem alterações no diesel nas refinarias dessa operadora, que acumula 305 dias sem reajuste no combustível. Em contraste, unidades privadas de refino implementaram ajustes recentes para reduzir o impacto da alta do petróleo. A Refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou o diesel em R$ 0,28 por litro, enquanto a Refinaria de Manaus (REAM) aumentou o preço em R$ 0,57 por litro.
No caso da gasolina, a diferença entre os preços domésticos e o mercado internacional também se ampliou. A defasagem média alcança 25%, chegando a 27% nas refinarias da principal operadora do sistema de refino. Para equiparar os valores aos níveis internacionais, o reajuste necessário seria de aproximadamente R$ 0,69 por litro nas refinarias.
A política de preços adotada pela operadora considera a estratégia de não repassar automaticamente a volatilidade do mercado internacional ao consumidor doméstico, mantendo monitoramento contínuo das condições do mercado global de petróleo e de seus potenciais impactos sobre o abastecimento e a formação de preços no mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.