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06/Mar/2026

Diesel: defasagem em refinarias da Petrobras cresce

Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do preço do diesel comercializado nas refinarias da Petrobras alcançou 47% em relação ao mercado internacional no fechamento mais recente. O percentual supera o recorde anterior de 42% registrado no dia anterior e reflete a recente escalada das cotações internacionais do petróleo. Nos polos de importação de Paulínia (SP) e Araucária (PR), a diferença é ainda maior, atingindo 49%, o que significa que o preço praticado pela Petrobras nas refinarias equivale a aproximadamente metade do valor observado no mercado externo.

O movimento ocorre em meio a reajustes realizados por refinarias privadas. A Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia e operada pela Acelen, elevou o preço do diesel em R$ 0,28 por litro. Já a Refinaria da Amazônia (Ream), em Manaus, promoveu aumento de R$ 0,57 por litro. A Petrobras permanece há 304 dias sem reajustar o preço do diesel e há 38 dias sem alteração no valor da gasolina, cujo último movimento foi uma redução de R$ 0,14 por litro. Para alinhar os preços domésticos às referências internacionais, seria necessário um aumento de R$ 1,51 por litro no diesel e de R$ 0,47 por litro na gasolina nas refinarias da Petrobras. Em manifestação ao mercado, a Petrobras afirmou que adota como premissa evitar o repasse imediato da volatilidade do mercado internacional ao consumidor brasileiro, destacando que acompanha diariamente os fundamentos globais e seus possíveis efeitos sobre o mercado doméstico. No caso da gasolina, a diferença também vem aumentando.

O levantamento indica defasagem de 19% em relação ao mercado internacional nas refinarias da Petrobras, percentual que recua para 16% quando consideradas as refinarias privadas. A Ream elevou o preço da gasolina em R$ 0,35 por litro, enquanto a Acelen manteve os valores estáveis, assim como a Petrobras. A ampliação da defasagem dos combustíveis no Brasil está associada à recente valorização do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.