05/Mar/2026
A Bayer encerrou 2025 com prejuízo líquido atribuível aos acionistas de 3,62 bilhões de euros, ampliando as perdas em relação a 2024 em 41,96%, quando o resultado negativo foi de 2,55 bilhões de euros. Apesar do impacto de despesas extraordinárias, sobretudo relacionadas a litígios, a companhia afirmou ter cumprido as metas operacionais revisadas para o ano. As vendas do grupo somaram 45,575 bilhões de euros em 2025, queda de 2,2% na comparação anual em termos reportados. Considerando efeitos cambiais e de portfólio, houve crescimento de 1,1%. O resultado ficou dentro do intervalo projetado pela empresa após revisão do guidance ao longo do ano passado. O Ebitda antes de itens especiais recuou 4,5%, para 9,669 bilhões de euros, com margem de 21,2%, 0,5 ponto porcentual abaixo de 2024. Já o lucro por ação recorrente caiu 2,8%, para 4,91 euros. O fluxo de caixa livre foi de 2,1 bilhões de euros, abaixo do registrado no ano anterior, enquanto a dívida financeira líquida foi reduzida de 32,6 bilhões de euros para 29,8 bilhões de euros.
Segundo a companhia, o desempenho foi pressionado por efeitos cambiais negativos da ordem de 1,7 bilhão de euros e por encargos elevados com processos judiciais. Apenas em itens especiais, o impacto negativo no Ebit alcançou 6,185 bilhões de euros em 2025, com destaque para provisões ligadas a riscos legais. A divisão Crop Science registrou vendas de 21,622 bilhões de euros, com alta de 1,1% em base ajustada. O Ebitda antes de itens especiais, porém, caiu 3,2%, para 4,188 bilhões de euros, refletindo maiores despesas e pressões regulatórias nos Estados Unidos e na Europa. A empresa afirmou que ganhos em sementes de milho compensaram parcialmente os efeitos adversos. No segmento farmacêutico, as vendas cresceram 1,7% em termos ajustados, para 17,829 bilhões de euros. Medicamentos como Nubeqa e Kerendia impulsionaram o desempenho, mas a divisão teve queda de 4,2% no Ebitda antes de itens especiais, para 4,525 bilhões de euros, impactada por maiores gastos com comercialização e pesquisa e desenvolvimento.
Já a área de saúde do consumidor apresentou estabilidade nas vendas ajustadas (-0,1%), totalizando 5,802 bilhões de euros. O Ebitda antes de itens especiais recuou 1,8%, para 1,341 bilhão de euros, em um ambiente de mercado mais desafiador, especialmente na América do Norte e na Ásia. Para 2026, a empresa projeta vendas entre 44 bilhões e 46 bilhões de euros, com variação entre estável e alta de até 3% em termos ajustados. O Ebitda antes de itens especiais deve ficar entre 9,6 bilhões e 10,1 bilhões de euros em base cambial constante. O fluxo de caixa livre, no entanto, deverá ser significativamente impactado por desembolsos relacionados a acordos judiciais. A administração propôs dividendo de 0,11 euro por ação, mesmo valor distribuído nos dois exercícios anteriores, mantendo postura conservadora em meio ao processo de reestruturação e redução de endividamento. Fonte: Broadcast Agro.