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05/Mar/2026

Diesel: defasagem indica potencial alta nos preços

A escalada das cotações internacionais do petróleo, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, ampliou a defasagem dos combustíveis no mercado brasileiro, especialmente no diesel. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre o preço doméstico e o valor praticado no exterior alcançou 42% no fechamento mais recente.

Esse percentual indicaria espaço para reajuste potencial de R$ 1,37 nas refinarias brasileiras. Apesar disso, analistas avaliam que a Petrobras não costuma repassar imediatamente a volatilidade internacional ao mercado interno, o que pode postergar eventual ajuste. Mesmo na Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen e que adota como referência o Preço de Paridade de Importação, a defasagem do diesel é estimada em 40%. Em algumas refinarias da Petrobras, o descompasso chega a 44%.

O petróleo do tipo Brent encerrou a terça-feira cotado acima de US$ 84 por barril. O diesel comercializado pela Petrobras acumula 303 dias sem reajuste, enquanto a Acelen também não promoveu alteração no preço do produto na última semana. No caso da gasolina, a defasagem média é de 17% nas refinarias brasileiras, o que indicaria possibilidade de aumento de R$ 0,44 por litro, segundo a Abicom. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, o combustível mantém defasagem em dois dígitos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.