04/Mar/2026
A São Martinho anunciou uma parceria com a Vivo para implementar o maior projeto de conectividade rural já desenvolvido pela operadora. Serão 44 torres em uma cobertura total de três milhões de hectares, que incluem 350 mil hectares de quatro complexos agroindustriais da companhia. As unidades da empresa sucroalcooleira beneficiadas ficam em São Paulo e Goiás. São elas: Usina São Martinho, em Pradópolis (SP); Usina Iracema, em Iracemápolis (SP); Usina Santa Cruz em Américo Brasiliense (SP); e Usina Boa Vista em Quirinópolis (GO). Além das fábricas da companhia, o sinal das torres deverá alcançar a área de 57 municípios do entorno. O projeto deve oferecer conexão para comunidades rurais, escolas e instituições de saúde localizadas próximas às usinas. A região contemplada com sinal será 10 vezes maior que o tamanho dos canaviais da São Martinho, porque as lavouras que atendem as usinas da companhia não são contínuas. Cada torre cria uma “célula de cobertura” em formato de círculo, e acaba cobrindo áreas que não atendem as usinas da empresa, o que permite beneficiar as comunidades vizinhas.
As torres vão propagar sinais 4G, NB-IoT e LTE-M. O 4G opera na faixa de 700 MHz, uma frequência que tem maior alcance e consegue atravessar melhor obstáculos como vegetação e relevo. Por isso, é mais adequada para áreas rurais. Já o NB-IoT é uma modulação dentro dessa mesma faixa de 700 MHz que permite conectar sensores a longas distâncias (de até 20 Km da torre). Esses sensores conseguem se comunicar mesmo estando mais afastados, o que amplia a cobertura nas áreas produtivas. O LTE-M funciona de forma parecida, mas com maior capacidade de transmissão. Consegue trafegar dados maiores, que precisam de mais análise e exigem uma conexão mais robusta. O alcance costuma ser menor, em torno de 10 Km, mas com mais banda para troca de informações. Hoje, a frota de máquinas e equipamentos da São Martinho, considerando tratores e carros, soma em torno de 2.200 equipamentos, em média, com 44 sensores em cada. Isso totaliza 100 mil informações monitoradas todos os dias. Com suas operações 100% conectadas, a empresa prevê ganho de produtividade e redução de custos.
A intenção é complementar os dados que a empresa já possui. As áreas têm muitas regiões de sombra (sem sinal) e é preciso cobrir essas áreas críticas. A parceria vai melhorar a comunicação em tempo real entre as máquinas e os centros de controle. A empresa vai utilizar as soluções de automação, telemetria, sensoriamento remoto e monitoramento climático. Os investimentos aumentarão mesmo após a instalação de todas as torres. A ideia é adquirir mais sensores, colocar cada vez mais tecnologia embarcada na mão dos funcionários. É o início de uma jornada. Segundo a Vivo, o processo mais complexo da instalação é a regularização ambiental, para certificar que as torres não ocupem áreas protegidas, de mananciais ou próximas a aeroportos. A instalação está em andamento. São prazos confidenciais, mas será o mais rápido possível. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.