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03/Mar/2026

Diesel: conflito no Oriente Médio e abastecimento

A possibilidade de prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã amplia o risco de impactos inflacionários e de restrições no suprimento de derivados ao Brasil, em um cenário de elevação dos preços internacionais do petróleo e redirecionamento de fluxos globais de oferta.

A escalada do conflito tende a sustentar alta nas cotações do petróleo, sem indicação de limitação temporal do confronto. Um dos pontos de incerteza envolve a capacidade do Irã de manter o escoamento de sua produção, especialmente diante de eventuais restrições no Estreito de Ormuz, por onde transita parcela relevante do petróleo comercializado internacionalmente.

Em caso de interrupção parcial do fluxo na região, China e Europa tenderiam a buscar fontes alternativas de suprimento, intensificando a competição global por petróleo e derivados e pressionando preços e disponibilidade. O movimento pode gerar redistribuição dos embarques atualmente destinados a outros mercados.

O Brasil importa derivados, incluindo diesel, dos Estados Unidos e da Rússia. Em um cenário no qual a Rússia priorize o atendimento à China e os Estados Unidos concentrem fornecimento à Europa, o mercado brasileiro pode enfrentar dificuldades adicionais de abastecimento.

Diante desse quadro, é reforçada a avaliação de que o País necessita ampliar sua capacidade de refino para reduzir a dependência externa. A elevação do fator de utilização das refinarias brasileiras para 97% a 98% é apontada como medida de curto prazo, juntamente com o aumento da capacidade de estocagem de petróleo e derivados.

No médio e longo prazos, a expansão do parque de refino e a revisão do preço de transferência do petróleo são consideradas instrumentos para estimular investimentos e ampliar a agregação de valor ao petróleo nacional. Com o barril a US$ 100, estima-se que o País deixe de internalizar quase R$ 30 bilhões por ano em receitas associadas a preço de transferência, royalties, participações especiais, lucro em óleo e imposto de renda. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.