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03/Mar/2026

Rodovias: investimentos previstos na Rota Mogiana

A Azevedo & Travassos informou que o Consórcio Rota Mogiana, liderado pela companhia, foi o vencedor do leilão promovido pelo governo do estado de São Paulo para a concessão do sistema rodoviário denominado "Rota Mogiana". O consórcio ofertou R$ 1.084.842.068,71 pela rodovia. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia liderou o Consórcio por meio de seu veículo de investimentos Azevedo & Travassos Infraestrutura I FIP, que atualmente detém participações em outros quatro ativos de concessão no setor de saneamento, além de um ativo de concessão rodoviária, reforçando a estratégia de consolidação de portfólio no segmento de infraestrutura com receitas reguladas e previsíveis.

A concessão terá prazo de 30 anos e abrange a administração, operação, manutenção e execução de investimentos em aproximadamente 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior de São Paulo, conectando regiões estratégicas como Campinas, Ribeirão Preto e a divisa com o Minas Gerais. O novo contrato unifica, sob uma única concessão, trechos atualmente operados pela concessionária Renovias e pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), compreendendo segmentos das rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344, SP-350, SP-333, SP-338, SP-107, SP-133 e SP-225, além de contornos e acessos complementares. Segundo a companhia, inserida em relevante corredor logístico do Estado de São Paulo, a malha apresenta elevada participação de transporte de cargas e histórico consolidado de tráfego sob gestão privada ao longo de mais de duas décadas, com desempenho operacional amplamente testado e qualidade da infraestrutura existente.

A malha rodoviária concedida atravessa 22 municípios: Aguaí, Águas da Prata, Artur Nogueira, Cajuru, Campinas, Casa Branca, Cosmópolis, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Itobi, Jaguariúna, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul, impactando aproximadamente 2,3 milhões de pessoas. O contrato prevê aportes da ordem de R$ 9 bilhões ao longo do período de concessão. O cronograma contratual contempla o primeiro ciclo de investimentos distribuído ao longo de 10 anos, refletindo a boa condição estrutural da rodovia, o que favorece a manutenção de geração de caixa operacional consistente desde os primeiros anos da concessão e contribui para uma dinâmica financeira equilibrada ao longo do contrato.

A participação da companhia no certame está alinhada ao seu planejamento estratégico, diante da aderência do ativo aos critérios de seleção de projetos adotados pela Administração, especialmente quanto ao perfil econômico caracterizado por geração de caixa recorrente e previsível, diz a empresa. Segundo a Azevedo & Travassos, o capital social regulatório do primeiro ano é estimado em aproximadamente R$ 100 milhões e a companhia deterá participação de 50% no projeto, de modo que sua parcela proporcional de aporte inicial de capital, para fins de assinatura do contrato, é estimada em aproximadamente R$ 50 milhões, em linha com sua estratégia de alocação disciplinada de capital. "A estrutura de financiamento do projeto foi concebida à luz de sua imediata capacidade de geração de caixa operacional, associada a uma curva de investimentos mais alongada, qualificando o acesso ao mercado de capitais incentivado, bem como a linhas de longo prazo de bancos de desenvolvimento nacionais e/ou internacionais." O início da vigência contratual está previsto para julho de 2026, observadas as condições precedentes previstas no edital e na legislação aplicável. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.