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02/Mar/2026

Rodovias: concessão da Consórcio Rota Mogiana

O Consórcio Rota Mogiana, formado pela Azevedo & Travassos e Quimassa Infraestrutura, arrematou na sexta-feira (27/02) a concessão da Rota Mogiana, vencendo nomes de peso do setor, como Motiva e EPR. O trecho corta 22 municípios desde a região de Campinas (São Paulo) até a divisa com o sul de Minas Gerais. A ganhadora ofertou uma outorga fixa de R$ 1,084 bilhão ante um valor mínimo de R$ 580 mil, configurando um ágio de mais de 187.000%. O projeto soma 520 quilômetros de extensão, passando por municípios como Campinas, Holambra, Limeira, Mogi Mirim, Mogi Guaçu e São José do Rio Pardo. A concessão prevê cerca de R$ 9,4 bilhões em investimentos na rodovia, que tem papel relevante para o turismo e transporte de cargas. O consórcio vencedor desbancou outros três concorrentes. A segunda maior oferta foi apresentada pela MC Brasil, do Fundo árabe Mubadala, que ofereceu uma outorga de R$ 1,019 bilhão.

Os nomes de maior peso no setor, Motiva e EPR, apresentaram propostas mais modestas de R$ 560 milhões e R$ 180 milhões, respectivamente. A Azevedo & Travassos, que atua também no setor de óleo e gás, busca dar os primeiros passos no segmento de rodovias. No ano passado, chegou a ganhar a concessão da Rota Agro (BR-060/364/GO/MT). Mas, o consórcio do qual ela fazia parte foi inabilitado após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificar questões com as certidões trabalhistas e com o seguro de garantia emitido pela Reag Seguradora. Agora, junto com a Quimassa Infraestrutura, será responsável pela operação, manutenção e ampliação da malha viária da Rota Mogiana por 30 anos. Atualmente, o trecho está sob administração do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER/SP) e da Renovias, que tem a Motiva como uma das acionistas.

O atual contrato da concessionária vence em abril deste ano, por isso a necessidade de uma nova licitação. As melhorias previstas no edital do projeto da Rota Mogiana incluem duplicação de 217 quilômetros de rodovias, assim como a construção de 58 novas passarelas para pedestres e 135 pontos de ônibus, além de faixas adicionais e novas vias marginais. Estipula ainda a instalação do free-flow (cobrança eletrônica de pedágio). Com a nova concessão, o governo de São Paulo projeta uma queda de até 29% nas tarifas das atuais praças de pedágio. As maiores reduções ocorrerão em Jaguariúna (-29%), Águas da Prata (-27%) e Estiva Gerbi (-26%). Em nenhum caso haverá aumento nas praças existentes. Usuários frequentes terão descontos progressivos, que podem chegar a até 20% ao mês por pórtico. Motociclistas permanecem isentos de pagamento. O sistema prevê prazo de até 30 dias para quitação da tarifa antes da aplicação da penalidade.

O certame contou com um perfil variado de competidores. A Motiva, nome consolidado no setor, possui ampla presença nas rodovias paulistas. Em dezembro de 2025, arrematou a concessão da Rodovia Fernão Dias (BR-381), desbancando a EPR e a Arteris. Em maio de 2024, a empresa já havia saído ganhadora na disputa pela Rota Sorocabana, que corta municípios do Sudoeste paulista. Enquanto a EPR, apesar da ampliação recente do portfólio, ainda não possui uma concessão no estado de São Paulo. A atuação da concessionária se concentra atualmente no Paraná e Minas Gerais. Por sua vez, o MC Brasil, do Fundo Mubadala, é um nome novo entre os certames rodoviários. Mas reforça a tendência de interesse de players financeiros em concessões de estradas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.