27/Feb/2026
A Argentina pode se tornar o principal mercado de exportação da Kepler Weber, superando o Paraguai, que hoje lidera as vendas externas da fabricante de equipamentos de armazenagem. O tamanho da safra argentina e o período prolongado de subinvestimento no país são fatores estruturais de demanda. A Argentina tem o potencial de ser o principal país importador da Kepler, pelo tamanho da safra e pelos 20 anos que ficou sem investimentos. O país já é o segundo mercado mais relevante dentro do segmento de Negócios Internacionais. A Argentina entra no mapa já como o segundo país mais importante das exportações da empresa. Em 2024, a receita gerada no país foi de aproximadamente R$ 5 milhões. Em 2025, atingiu R$ 49,9 milhões, o equivalente a 23% da receita total do segmento internacional. No consolidado, Negócios Internacionais cresceu mais de 100% entre 2023 e 2025 e encerrou o último exercício com receita de R$ 237,7 milhões, recorde anual.
No quarto trimestre de 2025, o segmento somou R$ 102,6 milhões, também o maior valor já registrado em um único trimestre. O avanço na Argentina não é pontual. A companhia mantém presença no país há mais de oito décadas e conta com uma base relevante instalada. A Kepler Weber está a 200 quilômetros da fronteira. É mais fácil chegar na Argentina do que chegar em Porto Alegre (RS). Na Argentina, observa-se lacunas na infraestrutura de armazenagem e logística. O país precisa de caminhão e armazenagem. Há um subinvestimento. Para 2026, a projeção é de continuidade do crescimento no mercado argentino, apoiada na estabilização do ambiente econômico local. 2026 vai ser melhor do que 2025, por essa inércia positiva que o país está vivendo. Maior previsibilidade e eventual recuperação de preços agrícolas tendem a ampliar o volume de investimentos no setor. Quanto mais estabilidade, mais oportunidades. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.