27/Feb/2026
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), há quase 300 dias sem mexer no preço do diesel, a Petrobras poderia elevar o valor do combustível em R$ 0,52 por litro para zerar a defasagem em relação às cotações internacionais. O estudo considerou o fechamento do petróleo na quarta-feira (25/02), quando o petróleo Brent superou US$ 71,00 por barril. O preço do diesel vendido no Brasil apresenta defasagem média de 16% em relação ao preço de paridade de importação (PPI), enquanto a gasolina está alinhada ao valor externo. Na Bahia, onde opera a Refinaria de Mataripe, privada, a defasagem era de 14%; nos polos de Paulínia e Araucária, chegava a 18%. Nesta quinta-feira (26/02), a commodity virou para o campo negativo. A volatilidade do petróleo e de seus derivados tem marcado 2026, diante de incertezas geopolíticas, como um possível conflito entre Irã e Estados Unidos, e da falta de solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Além disso, uma forte nevasca nos Estados Unidos pressiona o preço do combustível, usado na calefação. Segundo relatório da StoneX, o movimento altista do petróleo foi interrompido na quarta-feira (25/02). O motivo foi a divulgação do relatório semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), que mostrou alta brusca dos estoques de petróleo no país. O cenário agora tende para o terreno baixista. Vale destacar que os dados do DOE refletem apenas as movimentações de estoques até o dia 20 de fevereiro. Então, ainda não foram observados os impactos referentes à nevasca de segunda-feira (23/02) na costa leste dos Estados Unidos. Apenas na próxima semana será possível obter informações mais concretas sobre os impactos da nevasca, que deve se refletir principalmente no balanço de diesel, em meio ao fato de que o diesel é amplamente utilizado no mercado norte-americano para a calefação de ambientes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.