26/Feb/2026
A Corteva confirmou, nesta quarta-feira (25/02), durante a Conferência Global de Agricultura e Materiais do Bank of America, que o processo de separação de seus negócios em duas empresas independentes segue no cronograma previsto, com conclusão esperada para o quarto trimestre de 2026. A operação resultará em duas companhias, segundo a empresa, líderes de mercado: uma focada exclusivamente em proteção de cultivos e outra em genética avançada e tecnologia de sementes. O CEO da Corteva, Charles Magro, destacou que 2025 foi um ano "bastante forte" e projetou que 2026 manterá a trajetória de crescimento orgânico. De acordo com os resultados apresentados, a companhia encerrou 2025 com um EBITDA de US$ 3,85 bilhões, alta de 14% em relação ao ano anterior, e expansão de margens de 215 pontos-base, atingindo 22,1%.
Para 2026, a estimativa é de um avanço de 7% no EBITDA, com ambos os negócios em crescimento. O vice-presidente executivo e diretor Financeiro, David Johnson, ressaltou o foco operacional da gestão. "Controlamos o que é controlável. A produtividade e a garantia de que tudo isso se refletisse de forma positiva no resultado final foram elementos centrais do nosso desempenho", afirmou Johnson. Ele também revelou que a posição líquida de royalties deve ser neutra em 2026, atingindo essa meta dois anos antes do previsto. No segmento de proteção de cultivos, a Corteva reforçou sua estratégia de se afastar de produtos comoditizados para focar em inovação. Charles Magro assinalou que a empresa descontinuou cerca de 20% de seus princípios ativos nos últimos cinco anos para investir em novas tecnologias. Entre os destaques para o mercado brasileiro, o CEO citou o princípio ativo Haviza, voltado para o controle da ferrugem asiática da soja.
"Será benéfico para os agricultores brasileiros, para a segurança alimentar global e para o nosso negócio", explicou Magro. A empresa também projeta que seu portfólio de produtos biológicos atinja a marca de US$ 1 bilhão em receita no futuro. A companhia detalhou, ainda, o uso de Inteligência Artificial (IA) para acelerar a descoberta de novas moléculas e agilizar processos regulatórios. Segundo o CEO da companhia, a tecnologia permite selecionar ingredientes ativos em bibliotecas de materiais quase mil vezes mais rápido que os métodos manuais. "É como ter um ímã gigante que consegue encontrar uma agulha no palheiro. A precisão é transformadora", comparou Charles Magro. Além da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), a IA está sendo aplicada na automação de documentações regulatórias e na otimização da logística de produção de sementes em fazendas ao redor do mundo. Fonte: Broadcast Agro.